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Real Oncologia

Amivantamab e Lazertinib em Câncer de Pulmão Avançado com Mutações atípicas em EGFR – Coorte C do CHRYSALIS-2

*Comentado por Dra. Carolina Zitzlaff

Os pacientes com Cancer de Pulmao não pequenas células avançado portadores de mutações atípicas em EGFR sabidamente tem prognóstico pior quando comparados àqueles com mutações típicas e vem sendo tratados com Afatinib ou Osimertinib com benefício modesto.

Amivantamab é um anticorpo biespecífico voltado contra EGFR e MET, já em uso para mutações comuns em EGFR, assim como em mutações de resistência como no exon 20. Já o lazertinib se tratada de um inibidor de tirosinaquinase EGFR de 3ª geração, com acao sinérgica  já demonstrada no estudo MARIPOSA.

Com objetivo de avaliar se esta combinação é efetiva em mutações atípicas, foram analisados dados da Coorte C do estudo CHRYSALIS-2. Eram elegíveis pacientes com qualquer mutação atípica de EGFR, sendo excluídos pacientes com inserção em exon 20 e comutações com inserção em exon 20 ou com as mutações típicas:  deleção em exon 19 e L858R. Poderiam ser virgens de tratamento ou ter recebido até 2 linhas de tratamento prévio com quimioterapia e/ou Inibidores de EGFR de 1ª ou segunda geração, sendo excluídos pacientes previamente expostos a TKI de 3ª geração.

Foi um estudo aberto, Fase I/Ib, multicêntrico, e os pacientes recebiam Lazertinib 240mg via oral diariamente e Amivantamab semanal no 1º ciclo e quinzenal a partir do ciclo subsequente. O desfecho primário era Taxa de resposta objetiva e eram desfechos secundários duração de resposta, benefício clínico (incluía taxa de resposta completa, parcial e doença estável), Sobrevida livre de progressão, Sobrevida global, tempo para descontinuação de tratamento e eventos adversos.

Foram incluídos 105 pacientes, sendo 49 virgens de tratamento e 56 previamente tratados, sendo o tratamento prévio mais comumente oferecido inibidores de EGFR (88%). As mutações mais frequentemente encontradas foram G719X ( 56%), L861X (26%), S768X (23%), sendo 29 (28%) com comutações em EGFR. 35% dos pacientes tinham metástase em sistema nervoso central.

Após um follow up mediano de 16.1 meses, a duração media de tratamento foi de 11.1 meses na popupação total, com taxa de resposta objetiva de 52%, todas elas respostas parciais. A duração de resposta objetiva foi de 14.1 meses e a taxa de benefício clínico foi de 79%. A sobrevida livre de progressão foi de 11.1 meses e a SG mediana ainda não era estimável no momento da análise.

Quando avaliado o subgrupo de pacientes virgens de tratamento, a taxa de resposta objetiva foi de 57% e a duração mediana de resposta de 20,7 meses, com beneficio clinico em 84%. E SLP 19.5 meses. Já nos previamente tratados, a taxa de resposta objetiva foi de 48%, por 11 meses, com benegbeneficio clinico em 75% e SLP de 7,8 meses.

O perfil de efeitos adversos foi consistente com os previamente reportados, como rash, paroníquia, hipoalbuminemai e reações infusionais,. Eventos adversos Grau 3 ou mais foram reportados em 70% dos participantes, principalmente rash e hipoalbuminemia, com descontinuação em 7% dos pacientes.

Apesar da ressalva de se tratar de estudo Fase 1, com tamanho amostral relativamente pequeno e o não randomizado, a magnitude das respostas, a consistência entre subgrupos moleculares e a duração do benefício clínico fornecem justificativa biológica e clínica para o desenvolvimento de estudos randomizados de maior escala.

J Clin Oncol 44, 54-65(2026)

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